Solidariedade e otimismo.

Sim, hoje estou no meu lado Cabíria…

Acho que vocês não sabem, mas eu sofri uma cirurgia na cabeça. E foi só para amenizar sintomas, não foi ao cerne (ai gente, essa palavra é lindaaaa!) do problema. Isso faz com que eu volte periódicamente para consultas com a equipe. Na penúltima vez a consulta foi com um grosso que falava em abrir minha cabeça. Abrir minha cabeça? ‘Cê tá loko manu’? E daí, além do problema de fato eu estava com a dúvida: será que vão abrir minha cabeça de novo?

Essa semana eu voltei para outra consulta. mas aí foi um mocinho com muito mais firmeza nas palavras. Ele falou que agora EU NÃO VOU PRECISAR ABRIR MINHA CABEÇA!!!! Eba! Pelo menos sem perspectivas de raspar o cabelo de novo.

Mas a solidariedade veio de outro lado. Um fofo, depois de insistentes pedidos, me ensinou uma pá de coisa na arte de manipular esse blog (sim, eu sou meio tapada para essas coisas). É o Vi!! do Óia mãe . O Blog dele e da galerinha corinthiana é muito legal! e ele que me ensinou a colocar esses links…. huahuahua… agora ninguém me segura mais!!!!

Abraço para quem é de abraço, beijo para quem é de beijo.

Mineiridade…

Pessoal, quem aqui não conhece uma pessoa mineira apaixonante? Eu tenho a sorte de conhecer várias. Não que eles valham muita coisa… brincadeira. o sotaque, a mineiridade do jeito de ser… amo! Se eu não fosse gaucha, seria mineira. E quer coisa mais emblemática desse estado do que  Clube da Esquina? Juro que postarei um post imenso explicando a história deles, ou quando eu aprender a linkar,  linkarei algum site legal… por enquanto, curtam esse vídeo:

Abraço para quem é de abraço, beijo para quem é de beijo!

Enrolada….

Pessoal, esqueci de dizer que eu amo comer! Porcaria só, mas porcaria de qualidade.

Tem um prato doce que eu amo, o bolo de rolo. Hoje, uma amiga que é uma jóia (desculpe o trocadilho infame) me passou a receita. Ela sabe do meu amor desmedido pelo doce e me mandou. Lindinha ela né? Como eu sou o protótipo de uma dona de casa dos anos 50 (assistiram Mulheres Perfeitas?), vou postar a receita para vocês. Afinal, lugar da mulher é na cozinha… foi uma ironia, por favor!

Bolo de Rolo- (doce pernambucano)

-250 gramas de açúcar

-250 gramas de manteiga (pode ser margarina, segundo a sábia dona minha mãe)

-5 unidades de ovos separados, clara e gema (muito ovo… aff!)

-250 gramas de farinha de trigo

-1/2 lata de goiabada (daquelas que vem em cesta básica)

Modo de preparo:

Bater bem o açúcar e a manteiga. Junte as gemas, uma a uma. Depois as claras em neve. Acrescente o trigo peneirado e misture delicadamente. Divida a massa em 7 assadeiras rasas (e não tabuleiros, mineiros despeitados!!!!), untadas com manteiga e trigo. Em forno p´r-aquecido, assa UMA DE CADA VEZ, por pouco tempo. Desinforme em toalha polvilhada com açúcar. Recheie com a goiabada derretida e enrole rapidamente com a ajuda da toalha. Repita o mesmo processo, até a última camada. Coloque no prato de servir e polvilhe açúcar.

Dica da dona minha mãe.

Quando estiver pronto e polvilhado com açúcar, experimente esquentar um garfo na chama de um fogão e coloque por cima, marcando o bolo. Fica mais bonito e gostoso…

Olha, se tiver um monte de pedido enchendo o saco, eu faço o bolo filmando todo o processo e posto aqui, certo?

Abraço para quem é de abraço, beijo para quem é de beijo.

Who is it for?

All the lonely people… amo Beatles. Essa música então, Eleano Rigby… putz, é demais! Eu faria uma super tese sobre ela, sobre a construção da imagem feminina, sobre a solidão, sobre a socieade inglesa da década de 60. Ai [suspiro]… amo!

Mas post de hoje é sobre uma fera da História das mulheres, Michelle Perrot:

Essa “tiazinha” escreveu umas coisas que estavam na minha garganta, algo que eu queria falar e não sabia como. Vou citar em exemplo de um paragrafo que sintetiza o meu pensamento:

” [...] Entretanto, isso não esgota as relações entre os homens e as mulheres, do mesmo modo que o status de vítima não resume o papel das mulheres, que sabem resistir, existir, construir seus poderes. A história não tende ou para a desgraça das mulheres ou para a sua felicidade. As mulheres são atrizes da história: espero te-lo sugerido e mostrado, recusando qualquer perspectiva maniqueísta dos sexos em branco e preto. As mulheres nem sempre são oprimidas, e pode acontecer de existir um poder, e até uma opressão. Elas não tem sempre razão. Pode acontecer de serem felizes, e apaixonadas. Escrever sua história não é um meio de reparação, mas desejo de compreensão, de inteligibilidade global.”- PERROT, Michelle. “Minha História das Mulheres”. Ed. Contexto. p. 166

Sabe, para vocês isso pode não parecer nada de extraordinário, mas para mim, ler isso e outras coisas do livro foi como se estivessem acendendo luzes na minha cabeça. “Ah então é por isso”. Todos os relacionamentos que não deram certo, o modo que o mundo me trata, as amigas, os amigos…. tudo! Tá, não é o livro da revelação absoluta, mas que caiu muito a ficha minha… ah caiu.

Esse livro também explica porque a repulsa ao feminismo. O bonitão do manual do cafajeste http://www.manualdocafajeste.com/ deveria dar uma olhada antes de falar sobreo feminismo de forma senso comum.

Tá, mas “who is it for?”. Não sei. É mais um delirio de uma mente perturbada? Não. Tá bom eu admito o caráter moral/cívico/pedagógico do post.

Um post sem amarração.

Abraço para quem é de abraço, beijo para quem é de beijo!

Pior do que estar sem dinheiro?

Olá pessoal.

O que pode ser pior do que estar sem dinheiro? Tá, essa eu mesma posso responder: estar sem saúde, sem amor, sem amigos. Mas convenhamos, estar sem dinheiro é péssimo. Nessas horas eu maldigo o capitalismo, tão sedutor, mas nos deixa na sarjeta, como qualquer cafajeste.

Bem, pior que estar sem dinheiro é ser um EMO anacrônico (fora de sua época). Olha só:

A música é massa e o visual… muito moderninho para a época deles! Eles eram EMOs e nem sabiam.

Abraço para quem é de abraço, beijo para quem é de beijo.

With a little help from my friends.

Pessoas, como vocês podem ver, eu aprend na marra a colocar vídeos…

Para comemorar, vocês merecem conhecer Cabíria e Margo Channings.

Cabíria:

Cabíria  (Giulietta Masina) é a simpática prostituta do filme “Noites de Cabíria”, do Fellini (<- está certo?). Ela é o arquétipo da prostituta sonhadora, católica ( sim, prostituta católica) e ingênua. Ela passa o filme inteiro sendo enganada e se deslumbrando com as coisas. A vida realmente a trata mal. Mas, com um pretenso ar superior (porque muitas pessoas baixinhas têm um ar de superioridade, como se fosse para compensar a estatura), ela esnoba todas as decepções e continua acreditando na vida. E eu sou um pouco assim… não, não um pouco prostituta, sou ingenua e tenho espírito de Pollyana. Deem uma olhada nela:

Atentem para o detalhe que as outras prostitutas tem quase o dobro do tamanho dela!

Margo Channings:

Margo Channings (Bette Davis), é em “A Malvada” (All abou Eve) uma grande dama do teatro que… não consigo contar sem ser spoil. Não vou estragar, o filme vale muito a pena. Só conto que a malvada do filme não é a Margo Channings. Bette Davis no filme faz o papel de uma mulher mandona, amargurada, mas que, ainda sim confia nas pessoas. É, vocês podem ver pelas pessoas com quem eu me identifico que eu sou uma otária mesmo.

Abraço para quem é de abraço, beijo para quem é de beijo.

Sempre pode ser pior!!!

Bem, depois de quase um mês ensaiando, publiquei o meu primeiro post! Mas, como uma novata, estou completamente perdida!

Gostaria de pedir uma ajuda para os blogueiros de plantão me auxiliarem com coisas básicas como colocar links, imagens, vídeos. Senão, esse blog não tem razão de ser!!!

Bem, gente perdida com coisas da internet o mundo tá cheio… mas gente perdida com as coisas da vida… também. Mas vamos lá com alguma coisa bem diferente:

Eu faço faculdade de História (“Ah, que legal! Eu também queria fazer História como a minha segunda opção
“- não venham com esses papinhos, engraçadinhos). Mas a vida não está fácil para ninguém, sobra mês para o salário… enfim, estava precisando de dinheiro. Até que uma amiga minha, veterana na faculdade veio com um papinho de trabalhar no circo. e eu, como sempre, aceitei a maluquice.

Ah, o circo… sempre envolto de magia. Ou não. Trabalhar nos bastidores de um circo, pelo menos um circo como esse que eu trabalhei, é péssimo. Você se sente uma palhaça (aham, aham? Trocralho do cadilho). a mágica acaba, os segredos são revelados e você sente uma leve sensação de que foi enganada pela vida inteira! Se vocês forem ingenuos como eu sempre sou, não trabalhem no circo nunca! É uma das raras situações em que você se sente melhor sendo enganado.

Resumo da ópera: não fiquei dois dias nesse serviço… as contas continuam aparecendo em casa, mas em compensação, minha mente está tranquila (sim… a ingenuidade perdura).

Abraços para quem é de abraço, beijo para quem é de beijo.

O vídeo é uma música com um charminho… “Good old-fashioned lover boy”?… como poderia um “lover boy” ser fora de moda?

Poderia ser pior

Olá mundo!

Eis que motivada pelo Movimento Blog Voluntário, nasço aqui para o mundo virtual. Deixe que me apresente:

Sou Cabiria Channings. Metade de mim é Cabiría, moça simples, de fácil ilusão e uma capacidade imensa de me recobrar dos golpes que a vida me dá. Como Cabíria, estatura também não é o meu forte.

http://youtube.com/watch?v=F86ZscT_kLw <– Esse link mostra um pouquinho de Cabiria.

‘Poderia ser pior’, com a enfase otimista é dela.

Agora o outro ‘poderia ser pior’, este sendo afirmado, é de Margo Channings.

Margo Channings é Bette Davis encarnando uma diva, no sentido mais perjorativo da palavra. Neurótica, blasé como só divas dos anos 50 podem ser, altiva… essa é outra personagem que tem a ver comigo.

http://youtube.com/watch?v=Eg-ckMup6SI <– “fasten your sitten belts, it will be a bumpy night!”.

Eu não sou nenhuma atriz de cinema, nem diva, nem reles coadjuvante. E sou mais que um bucólico do campo perdido nessa selva de pedra.

Tá, tá.. e esse blog vai ser sobre o que?

Sobre nada demais, sobre tudo… mais uma opção de vadiagem molemolente (como dizem os meninos do JB). Sobre meus sentimentos. Sobre vídeos, músicas, poemas, nem sempre de qualidades unanimes.  O que mais me motivou foi o blog “Um milhão de helicópteros”, gostei muito da iniciativa deles de falar sobre filmes e quero fazer algo parecido com as outras artes, inclusive com a arte da minha vida.

Ah, eventualmente terá comentários sobre posts de outros blogs.

Abç para quem é de abç, bj para quem é de bj.

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